segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Distâncias


Pensando aqui em algo para escrever, depois de levar alguns puxões de orelha! haha... Sim, amigos, sou do tipo que pensa demais, macaquinhos livres, leves e soltos, frequentam o sótão desta cacholinha que vos dirige, mas, na hora de escrever sempre tenho algo a mais para pensar e acabo deixando o "rascunho" esquecido na sétima gaveta do respectivo sótão.

Bem... e por que distâncias? Eu diria que é algo que me pulsa no momento. Isso mesmo, me pulsa! Circunstâncias e necessidades. Distância entre corpos muito próximos, entre corpos virtuais, entre coisas e até a distância de certos pensamentos! Mas se formos considerar a máxima geodésica na qual "a distância mais curta é uma curva", posso afirmar sem medo que, distancio-me para me aproximar mais rápido.

Por hora é isso! Aguardem o desvelamento do raciocínio, com detalhes sobre cada tipo de distância supra citada!rs

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Elucubrações sobre o tempo


Quando menina, eu adorava rabiscar as paredes de meu quarto. Das coisas q desenhei e escrevi, lembro-me nitidamente algo como “A falta de tempo a gente inventa!”. Essa visão saudosista de uma época recheada de sonhos e poesia me veio à memória como um flash back instantâneo após, uma também rápida, troca de palavras com um ilustre e culto amigo. “Discutíamos” sobre a relatividade do tempo e o significado pessoal dado ao termo “nos velhos tempos”. Cessado o breve assunto, continuei a divagar sobre a respectiva questão, concluindo q isso me é tão significativo quanto falar sobre a vida, a ciência ou a existência humana, afinal todos esses aspectos correlacionam-se naturalmente. Lembrei-me também o porquê gosto tanto de algumas letras de música, como a da Fernanda Takai que diz “... Tempo, tempo, mano velho, falta um tempo eu ainda sei, pra você correr macio!...” Sim, o tempo é um irmão que merece atenção especial a cada segundo vivenciado e quanto mais vivermos, mais consciência dele teremos.

Continuei a resgatar coisas do meu baú de memórias, e veio à mente uma canção, mais antiga ainda, sucesso nos anos 80, intitulada “Sapato Velho” de Mu, Cláudio Nucci e Paulinho Tapajós, interpretada pelo grupo Roupa Nova. “Você, lembra, lembra, naquele tempo eu tinha estrelas nos olhos, um jeito de herói, era mais forte e veloz que qualquer mocinho de cowboy (...). Hoje, não colho mais as flores de maio, nem sou mais veloz, como os heróis. É talvez eu seja simplesmente como um sapato velho. Mas ainda sirvo se você quiser, basta você me calçar, que eu aqueço o frio dos seus pés.” Por que será que essa letra sempre me afetou emocionalmente, a ponto de causar catarse e provocar lágrimas teimosas? É como uma melancolia premeditada de um tempo ainda não vivido. Um respeito do que há por vir.

Mas, afinal, pode uma reflexão tão complexa ser fundamentada na cultura popular? Eu diria, sem medo de colocar em risco minha formação acadêmica, que existe filosofia pura nos saberes ditos espontâneos e que ela não é explorada de modo consistente. Embora esses músicos citados nada tenham de ingênuos, ao contrário, buscam, a cada momento, a qualidade em suas palavras, mas com a finalidade de atingirem, de modo simples, um público cada vez maior formado por diferentes classes.

Retomando o conceito pessoal de tempo, de uma maneira propositadamente atemporal de relacionar os fatos, recordei, ainda, de um poema recente, por mim escrito, também intitulado Tempo:

Preciso de um tempo, Das palavras, Das ações, Das convicções... Preciso de um tempo, Dos deuses, Dos dolmens, Dos homens... Preciso de um tempo, Dos grilos, Dos bichos, Dos lixos... Preciso de um tempo, Das almas, Das gentes, Das mentes... Preciso de um tempo, Das coisas, Das dores, Dos amores... Preciso de um tempo, Do não, Do sim, De mim... Preciso de um tempo, Do tanto, Do quê... De você!

Posso dizer, sem medo de contradizer-me, que, hoje essas palavras já não me fazem tanto sentido. Pois, foram expurgadas, como em uma autoterapia, em um momento de crise emocional. Dizer e des-dizer, construir e des-construir, etapas que fazem parte do processo criativo e q podem ser aplicadas a vida. Sem esquecer que após a desconstrução, sempre vem a reconstrução. Por isso, dizer agora oposto do q se disse antes, já não pode mais ser considerado falta de linha de pensamento, mas abertura a novos horizontes.

Isso me remete à outra música, de tempos mais longínquos e muito marcante na História da MPB: a música de Raul Seixas, escrita pelo, hoje reconhecido mundialmente “guru”, Paulo Coelho. Parafraseando aquilo q já se tornou jargão e que nos dias atuais é repetido sem pretensões políticas, saber ser com convicção a tal “metamorfose ambulante” é, de certa forma, um lugar seguro para quem foge de receitas cartesianas de ver o mundo. “Ter a velha opinião formada sobre tudo” já não é mais visto como sapiência absoluta, mas sim como limites que dão abertura ao senso comum. E não é de hoje q investiga-se o senso comum, vinculado não apenas à especulação amadora, mas também ao meio acadêmico. Bronowski, um matemático defensor do pensamento intuitivo, definiu o senso comum na ciência como um espaço limitado por vícios metodológicos e preconceitos intra-classe científica.

Mas afinal, q isso tem com o tempo? Tudo. O tempo e suas possibilidades em relação ao ritmo individual e ao espaço têm aspectos relativos. Quando, naquela conversa com meu amigo sobre os “velhos tempos”, refleti sobre o que seria velho tempo para mim e para ele. Com certeza os pontos de vistas diferentes levam a caminhos diferentes. Para ele, não havia o “velho” uma vez que, sobre o assunto abordado naquele momento, estava consciente de que não houve transição nem mudanças de sua parte. Mas para mim sim, o modo de agir e de pensar pode mudar em frações de segundos. Às mudanças de longo prazo, q levam às vezes séculos, dá-se o nome de revolução. Às mudanças bruscas advindas do inconsciente dá-se o nome de insight. E ambas resultam em quebra de paradigma. O tempo individual, no entanto, é relativo. Meu processo, modo de ver e interagir com o mundo e o espaço-tempo é singular. Essa relatividade, sobre o espaço-tempo vem sendo convalidada desde quando um cientista à frente se sua época, chamado Einstein, a tornou teoria.

Esse texto, portanto, poderia pretensiosamente ser chamado de ensaio, se eu, em um ímpeto de espírito científico passasse a discorrer teoricamente sobre Galileu, Newton, Leibniz, Einstein, e seus conceitos sobre tempo, geociências, física, velocidade da luz, dimensões paralelas, etc. Porém, por mais complexo e amplo q possa ser um discurso sobre o tempo, o foco aqui é subjetivo. Cada indivíduo passa pelo tempo no seu ritmo individual. Por vezes, acontece um encontro entre uma pessoa e outra que pode, mesmo em espaços diferentes, as colocarem sincronia por segundos ou por toda uma vida. E a este momento de sincronia dá-se o nome de afinidade.

Finalizarei citando o brilhante Artur de Távola, quando em seu poema sobre afinidade reporta-se ao tempo:

AFINIDADE é não haver tempo mediante a vida.
É a vitória do adivinhado sobre o real, do subjetivo sobre o objetivo,
do permanente sobre o passageiro, do básico sobre o superficial.
(...)
AFINIDADE é retomar a relação no tempo em que parou.
Porque ele (tempo) e ela (separação) nunca existiram.
Foi apenas a oportunidade dada (tirada) pelo tempo para que a maturação pudesse ocorrer e que cada pessoa pudesse ser cada vez mais.

Para mim, portanto, escrever algumas linhas sobre o assunto foi como se eu voltasse a ser aquela menina q desenhava na parede do quarto. Eu menina, em sincronia comigo mesma, mulher. Parece q o tempo parou de repente, que esses mais de vinte anos não aconteceram. Sou a mesma, mas de alguma forma melhor, porque posso, agora, refletir sobre meu próprio percurso. Não conto minha história baseada apenas em sonhos e poesias, mas em experiência de vida, em uma soma de sentimentos, conhecimentos e amizades. Quanto aos raros amigos, agradeço a todos por terem me ajudado a ser o que sou. Por permitirem compartilhar de seu tempo comigo e pelos momentos de afinidade absoluta. A você amigo culto e oculto, um agradecimento especial por, de alguma forma, estimular todas essas reflexões.

Enfim, sou a soma do que permiti e do que não havia permitido antes em minha vida. Só agora posso compreender um pouco mais sobre a importância do tempo bem aproveitado. E aproveitar o tempo não quer dizer, preenchê-lo abusivamente de atividades físicas e intelectuais. É também poder entregar-se, sem culpa à ociosidade, escrever livremente, pintar e bordar. Porque, como diz Domenico Di Masi, o ócio criativo é um caminho para a melhoria da qualidade de vida do indivíduo. Mas se o tempo para isso for paradoxalmente limitado, basta aproveitar intensamente cada minuto. Afinal de contas,

A falta de tempo a gente inventa!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Literatura Infantil: de infantil só tem o título!

Escritores como Monteiro Lobato, Saint-Exupéry e Lewis Carroll, com toda sensibilidade de gente grande, criaram obras que com generosas pitadas de encanto, magia e ludicidade, envolvem, até hoje, crianças, jovens e adultos. A citar o Pequeno Príncipe, que hoje é muito mais lembrado em discurso de Miss, pode-se extrair um conteúdo tão complexo e didático como as escrituras de Dalai- Lama ou os livros de Richard Bach. Já Alice no País das Maravilhas, de L.C. (interessante o que acontece aos se pronunciar essas inciais em inglês! Os enigmas começam por aí!), é um mergulho ao próprio psiquê, que poderia ser tranquilamente decifrado por Jung. Monteiro Lobato e seus clássicos do Sítio do Pica-pau Amarelo: uma mistura genial e equilibrada entre cultura popular e nacionalismo convicto.

Felizes os criadores (escritores, artistas, músicos, ...) que conseguiram mergulhar no universo infantil para presentear aos adultos com suas obras inteligentes e encantadoras. E felizes os adultos que usufruem prazerozamente desse presente!

domingo, 9 de maio de 2010

Dia das Mães

Mãe lindaaa!!! AMO AMO AMO VC!!! \o/

Mulher sensível e inteligente, daquelas q só tirava 10 na escola e q surpreendia os professores a cada aula. Uma vez, ela contou q no Colegial, durante as aulas de francês e matemática (pois estudava em internato feminino, daquele de freiras), ngm respeitava o professor pois era estrangeiro (russo exilado), qdo ele terminava as aulas perguntava: Todo mundo entendido? E todas respondiam: Ngm entendido professor! (auhauha) Ela era a única que educadamente levantava a mão e dizia q entendeu sim, então, ele a chamava à frente para repetir a aula para toda turma e, no final, todas haviam compreendido. Orgulho da minha mãezinha caxias! Sempre foi, até q surgiu de surpresa uma Marushinha em sua vida e ela desistiu do curso de Direito (seu sonho). Qdo cresci e percebi suas perdas, procurei incentivá-la a voltar, mas ela sempre dizia que aquilo havia deixado de ser prioridade em sua vida e que tinha outros planos maiores. Sempre me criou sozinha, passou em concurso público e sozinha comprou seu primeiro imóvel. Puxa, tbm quero ser assim qdo crescer! rs

Por essas e outras, sinto muito orgulho por tê-la como mãe e a cada dia procuro me espelhar mais e mais. Tenho em minha vida um modelo de mulher que enfrentou a vida com garra, sem medo de mostrar ao mundo do que realmente é capaz!

Beijo carinhoso e Feliz Dia das Mães, D. Esmeralda!! Tão linda e preciosa qto a pedra que lhe deu o nome!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A palavra é como uma obra de arte:

A obra de arte tem uma intenção durante a criação;mas finalizada remete à outra intenção;quando em exposição:o público livre interpreta conforme seu repertório cultural,o público monitorado direciona o olhar,mas a percepção primeira é singular pra cada pessoa;o artista qdo em contato com a reação do públicore-descobre em si outras intenções inconscientese assim o ciclo recomeçae se refaz infinitamente...Tanto a obra, qto a palavra são dinâmicas e em constante transformação!!!!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Dia disso... Dia daquilo...

Dia disso... Dia daq uilo...
E alguem inventou que hoje seria Dia dos Mortos! (Alguem* entenda-se a Igreja CAP que é a pioneira em marketingue religioso e doutrina de emoções e pensamentos!!!)

Estranho como as pessoas precisam de um dia especial no calendário pra fazerem aquilo que poderiam fazer em qlqr outro dia do ano! Lembrar de um ente querido que se foi, chorar por ele, levar flores ao túmulo (coisa que muito me intriga, se bem que esse ato deixa os Cemitérios mais coloridos e com mais "vida"!!), olhar fotos, reler cartas, sofrer de novo, com dia e hora marcada!

Acho o luto fundamental porque é o tempo de se trabalhar aquela perda e cada pessoa tem seu ritmo. Tem quem leve um dia, tem quem leve toda uma vida!!! E tem quem diga que é apenas nos dias 2 de novembro!! Salvo casos em que a morte ocorreu justamente neste dia, considerando a violência nos feriados e imprudência nas estradas! É o cúmulo do sofrimento!!! E às famílias, principalmente destes, finados em dia de finados, meus sinceros sentimentos!!! Mas, por outro lado existem pessoas que comemoram seu nascimento na data de hoje! E que em vez de constrangidas, deveriam sentir-se especiais, por poderem celebrar a vida no dia em que se enfatiza a falta da mesma!! Ok, entendo que seja uma situação delicada, mas lembrem-se, a própria Igreja, aquela que teve a "brilhante" idéia de inventar esse dia, disse que esse é um momento de celebração, então... vamos celebrar!!! \°/

Salve os que neste dia nasceram, salve os que nesse dia... partiram! Salve os que acreditam na vida eterna! Salve os que acreditam que a vida é apenas o aqui e agora!!! Mas que a memória seja pra sempre preservada nos corações de quem vive!!! UM BRINDE À VIDA! °/

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Sentimentos

Sentimentos > tbm morrem... e depois renascem diferentes. Cada morte de um sentimento é um pedacinho da gente q se vai, mas q depois se regenera e como resultado fica uma cicatriz. Às vezes esta cicatriz é tão delicada q por um descuido pode se romper, mas depois vira uma couraça impenetrável. A mutação por vezes pode gelar o coração e daí... é fatal!Como trapacear o coração: transfira temporariamente o sentimento para outro objeto! Ou seja, se o objeto alvo de sentimento for uma pessoa, por ex., ignore por um tempo aquele objeto e concentre-se em outra pessoa ou até em outra coisa (trabalho, esporte, lazer, curso, um bichinho de estimação, um passatempo,...). Mas de que sentimentos falamos? Pode ser qlqr um: amizade, ternura, carinho, confiança, cumplicidade,... Daí vcs me perguntam: amor e paixão tbm? eu diria q em casos extremos sim, embora seja quase impossível controlar o coração nesses casos. Não temos como blefar com sentimentos muito intensos! Até conseguimos em um primeiro momento, mas depois, tem recaída!Enfim, ali na minha esquina jazem dois sentimentos: ambos de amizade. Um morreu precocemente pela falta de crença na afinidade mútua e outro pelo excesso de liberdade!